domingo, 20 de maio de 2012

Foi um êxito o I Encontro de Museus do Ribatejo



O I Encontro de Museus do Ribatejo constituiu um inusitado êxito com a participação de vinte e um municípios. Tal participação, permitiu fazer, em direto e de forma abrangente, um diagnóstico muito preciso da situação atual da museologia ribatejana: suas dinâmicas e expectativas, problemas e constrangimentos, estratégias e projetos,
Esta, foi uma iniciativa da Associação Portuguesa de Museus e do Fórum Ribatejo e teve lugar na Biblioteca Municipal António Botto, na segunda-feira, dia 14 de Maio. A sala polivalente da biblioteca abrantina esteve cheia durante todo o dia, tendo a iniciativa ultrapassado largamente as expectativas dos organizadores.
A iniciativa foi aberta por Aurélio Lopes, em nome do Fórum Ribatejo, salientando a enorme adesão a esta iniciativa, reveladora de uma evidente  necessidade de partilha e de troca de ideias, no domínio da cultura e no espaço territorial do Ribatejo. Pedro Inácio da APOM, relevou a necessidade dos museus se organizarem e interagirem mais facilmente, de forma a potenciar recursos e produtos. Maria do Céu Albuquerque, presidente da Câmara de Abrantes, afirmou, por seu lado, que só uma organização proveniente da sociedade civil poderia gerar uma iniciativa daquela natureza, que rompeu, claramente, com o quadro concelhio.
Deste encontro saiu reforçada a ideia de que é urgente a criação de uma rede de museus do Ribatejo. Uma plataforma que permita tirar melhor partido dos riquíssimos espólios museológicos existentes e incrementar a cooperação e partilha de conhecimentos entre as diversas equipas.
Para já e ainda antes do Verão, foi decidido promover um workshop sobre práticas museológicas. No Outono, poderá avançar-se para um segundo encontro de museus do Ribatejo, centrado, então, nas formas de consubstanciar as indicações estratégicas aqui e agora apontadas.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Um passo em frente

E aí estamos nós no abismo! Estando tão próximos, a nossa habitual atracção pelo mesmo, lá nos fez dar mais um passo em frente! Sócrates lançou o barro à parede, indiferente à situação deplorável do país, e a ambição de poder do PSD fez o resto! Mal por mal, terá pensado o "engenhero" (uma mistura peculiar do “desenrasca” português com o “sempre em pé” da eslava matrioska), antes que me queime completamente pela tripla acção chamejante de uma maioria insuficiente, um presidente hostil e recém-legitimado e uma situação económica que só pode piorar ainda mais a minha imagem, vamos lá forçar eleições. Isso é claro, se o PSD e a restante oposição não quiserem continuar a ser tratados como atrasados mentais. Portanto, decidiu, vamos à luta! Luta eleitoral que começou logo, aliás, antes até de proferida a decisão parlamentar que levou à demissão. Se ganhar com maioria absoluta (o que é muito pouco provável), fica com as mãos livres a partir daí! Se ganhar com maioria relativa, obtém, pelo menos, uma legitimidade reforçada. Se não ganhar, pode sempre retirar-se, assistir de poltrona à falência que ajudou a criar e esperar por dias melhores, lançando ao mesmo tempo as farpas (em que é especialista) a um PSD que, pelos vistos, não sabe ainda onde se meteu! Deste modo, dificilmente o mesmo pode sair destas eleições em situação pior do que estava! Mas, o país pode! E muito! Na verdade, enquanto isto, o país afunda-se cada vez mais: destituído de liderança activa e operacional, durante, pelo menos, quatro a cinco meses. E Cavaco, na postura zombie que o caracteriza, pela primeira vez em que teve que gerir uma crise, arrastou incompreensivelmente uma decisão que devia ter sido célere! Também ele, infelizmente, não está à altura das responsabilidades! Aliás, o sentimento que se tem quando se olha para todo este imbróglio e se observa a repetição de acções e discursos que levaram ao miserável estado de coisas em que estamos mergulhados, percebe-se, com tristeza, que nem mesmo nesta altura, a partidarização (e, pessoalização) de interesses deixa de dominar, quase em absoluto, comportamentos e vontades! Moribundo o país, preparam-se irresponsavelmente para o enterrar e acusarem-se, mutuamente, de homicídio! Ditosa pátria que tais filhos tem!

Os edis


Quais grupos palmípedes das Falkland, bamboleando-se solenemente nas suas vestes regionais, está cada vez mais artística a participação do executivo escalabitano nas tradicionais Festas da Cidade; que aqui para nós (que ninguém nos ouve), se deviam chamar “Festas do Concelho”! Presidente e vereadores, adjuntos e secretários, chefes de gabinete e assessores, ao ritmo (já se vê), das sinergias presidenciais! Enfim, em época de vacas magras, quando já nem os grupos de folclore, fartos de dar e não receber, se dispõem maioritariamente a participar, a animação de ruas, pelos vistos, fica cada vez mais por conta do Executivo! Isto é que é usar a prata da casa! Ou, para utilizar uma expressão taurina (tão ao gosto dos nossos autarcas), isto é que é pegar os touros pelos cornos! Tal acontecimento marca assim todo um mandato. De tal maneira, que me permitiu auto-catalisar reconhecidos, mas adormecidos, méritos poéticos. E agraciar (ou não estivéssemos em tempos de agraciações) o referido Executivo, com um poema (passe a imodéstia) ao nível das suas sublimes prestações. Um poema musicado com a melodia da conhecida canção, “Os Putos*!” Afinal, uma ocasião especial, é uma ocasião especial: Numa alegre arruada, os edis! De jaqueta apertada, os edis! Camisinha bordada, os edis! De botinha calçada os edis! Parecem bandos de pinguins… à solta Os edis, os edis! São como ínvios, capitães da malta Os edis, os edis! E quando a noite cai, não se revoltam Sentam-se à mesa do chefe É a adoração que volta E ouvem-no a falar da liberdade São os edis deste povo Demonstrando lealdade E, esta, hem?! Tanto talento mal aproveitado! Só não se percebe bem porque continuam as hermanias: leia-se, as manias dos hermans, Josés ou não. Afinal (como se prova) o que não falta em Santarém são artistas! E, por muito mal que cantem, dificilmente conseguiriam fazer pior! Não se compreende aliás (a não ser por uma qualquer ignota e masoquista razão) que o executivo se sacrifique a desfilar, sujeito a intempéries de toda a natureza (tudo para poupar na contratação de uma troupe de animação profissional) e depois se gaste tanto dinheiro num artista da Rádio, TV, Disco e da Cassete Pirata, quase fora, já, do prazo de validade. Hum! Há aqui qualquer coisa que não bate certo!


* Convêm trautear, o mesmo, assumindo um ar castiço (cabeça levantada, polegar esquerdo apoiado nos bolsos das calças), enquanto com a mão direita se tamborila (não tem a ver com tamboril, assinale-se) numa mesa, para marcar o respectivo compasso!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Só para ver

... como é que é.